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Redes sociais: vitrine ou vidraça 

A estimativa é que os brasileiros passem, em média, 3 horas e 47 minutos por dia conectados às redes sociais. Segundo o levantamento da We Are Social e da Hootsuite, o país é o terceiro do mundo com maior tempo dedicado às conexões sociais. O resultado é de abril deste ano e o indicativo é que o tempo cresça e cada vez mais o brasileiro esteja conectado em uma das redes, desde o Whatsapp, o primeiro mais usado no País, até o Snapchat.

Mas diferente do que imaginávamos, nos tempos do Orkut, a rede social não é nada pessoal e invade cada dia mais os ambientes corporativos. Seja pela presença das empresas nestes espaços, seja pela participação e exposição dos trabalhadores. Então temos dois lados desta mesma ferramenta. Se as redes, como o Instagram e o Linkedin, se tornaram importantes para os caça-talentos e também para o posicionamento profissional de tantas pessoas, são as mesmas que passaram a ser observadas por empregadoras e se tornado um problema para os relacionamentos profissionais.

O que quero dizer é que o que estes dados não mostram é que este breve clique no seu celular pode atravessar uma linha tênue entre o que é público e o que é privado nas redes. E publicações e até curtidas podem deixar relações profissionais vulneráveis e passíveis de questionamento jurídicos. Entre uma publicação e outra, você pode acabar ganhando muito mais que uma curtida e receber na sua mesa, sem aviso prévio, uma carta de demissão por justa causa. Já pensou sobre isso?

Pesquisa da startup Data Lawyer Insights mostrou que há 157 processos trabalhistas tramitando no Brasil, que usam as redes sociais dos trabalhadores para dispensa por justa causa e ainda revela que as ações custam em média R$ 104 mil. Só no primeiro semestre deste ano foram 42 novos processos. O sistema processual brasileiro considera informações disponibilizadas nas redes pelos usuários como provas digitais em processos nos tribunais.

O que tem se observado, principalmente, são postagens em que o empregado faz críticas e desabafos que podem comprometer a empresa. Também existem processos em que o mesmo expõe colegas de trabalho ou, ainda, confronta diretamente as condutas adotadas pelo empregador. Nestes casos, os prints podem custar muito caro ao usuário e serem considerados motivos para uma demissão por justa causa.

A orientação é evitar o uso das redes para questões reservadas da sua vida profissional. Enquanto você usar a rede para divulgar o seu trabalho e o da empresa, está tudo certo, mas se passar a dividir com seus seguidores suas insatisfações ou ainda temas reservados do seu ambiente de trabalho, poderá ter problemas.

Então, vamos reservar para as redes sociais aquilo que é vitrine da nossa vida profissional e deixar para o mundo privado o que precisamos e queremos que melhore.

Ruzell Nogueira é advogado trabalhista

 

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